segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Noticias atrasadas..

Nossa saída do Brasil foi igual a coração apaixonado: clima imprevisível. Variamos do calor de 45graus de Rio Branco, para 10graus da cordilheira. A altitude judia mas a paisagem é encantadora. Segue as imagens de 15horas de estrada nas curvas sinuosas dos Andes, com variação de temperatura de 25graus.









Na altitude, até a maquina fotográfica precisa respirar...
Mais fotos, em breve

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Rumo ao Acre: estrada sem fim..





Começamos a jornada rumo ao Acre na madrugada do dia 25, ótima ideia por ser Natal, tivemos pouco movimento na estrada, entre buracos, retas sem fim, animais perecidos no acostamento e um gradiente solar na estrada, fomos brindados com ótimas frases de para-choque de caminhão.








Os postos de gasolina de Rondônia parecem cenários do filme "Um drink no inferno", o clima alternava entre chuva e sol, mas sempre que o condutor era o Guilherme, a chuva insistia em fazer companhia.



O pernoite foi em Ji-Paraná, onde descobrimos que nosso jovem Cairu é proprietário de um empresa de transporte interestaduais, na qual o quadro de funcionários é composto de covers de elo perdido entre Elvis e Freddy Mercury jantamos. na sequencia jantamos no único local aberto da cidade, deixamos nosso protesto, pois o nosso inexorável Vitão foi vitima de preconceito, acusado de membro do PCC.Vida que segue..





O dia 26 começou novamente na madrugada, Rondônia é grande e novamente vivemos a mesma rotina do dia anterior, retas sem fim, buracos igual capim. O que quebrou essa rotina, foi a travessia do Rio Madeira via balsa, no calor escaldante de 44graus, o publico local tirava fotos nossa pois, usávamos protetor solar fatos 60. Guilherme canadense keniano, se rendeu ao chinelinho para travessia.



Depois, novamente, de um longo trecho de sol e chuva, o que favorecia os condutores era a estrada bem conservada, com exceção do motoristas Vitor e Willyam, o resto da trip dormia quando finalmente chegamos ao Acre. "Aeeeeeeeeeeeeeeeee"







terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Cidade de Pedra




Fechamos o último dia na Chapada dos Guimarães com chave de ouro. Cidade de Pedra é um dos lugares mais incríveis que já vimos, o guia cobra $25 por pessoa, mas esse valor é negociável. A trilha é leve, bem sinalizada com vegetação denominada cerrado anão. O incrível é o visual, com um vale com mais de  200m de queda livre, o segundo ponto mais alto da região.


O caminho de carro é de estrada de chão, depois da chuva fica difícil para os carros baixos e a trilha a pé não dura mais do que 1 hora, contando as paradas para fotos. Nesse caso é melhor ver, do que ler.




Amanhã partimos rumo ao Acre, mais 15horas de estrada. Feliz Natal a todos!


Mais um dia de Chapada dos Guimarães

Tivemos um dia extremamente movimentado. Iniciamos a jornada visitando o Véu da Noiva. Um super calor que se transformou em sentimentos de felicidade e encanto perante a vista e a natureza. Salute a vida! (foto 1)


 




Na sequencia nossa alma voou em um momento de alegria junto aos pássaros locais e contemplamos a nossa existência. (foto 2).




 Fomos aliviar o calor na Cachoerinha (foto3).



No entanto, devido a forte chuva da noite anterior a mesma estava turva e caudalosa (foto 4).



Arriscamos um banho rápido e fomos para o ponto áureo do dia o Morro dos Ventos, local de pura poesia. Fomos abeçoados por uma bela refeição. (foto5)



Apesar, da Chuva tivemos uma visão privelegiada do que significa a chapada, um local místico, com muita energia positiva e verde. (foto6).



"Verdes os olhos da vida, a olharem uma vida de felicidade,
possibilidades e alegria. Abraços de alegria para a natureza,
comprimentos de dignidade para os amados."

Texto por: Guilherme P. Olandoski


domingo, 22 de dezembro de 2013

Primeiro dia na Chapada dos Guimarães


O dia iniciou com chuva aqui na Chapada dos Guimarães, porem isso não assustou os guerreiros dessa grande aventura. Ao chegarmos aqui, o primeiro passo da missão consistia em encontrar uma pousada com o melhor custo beneficio. Após percorrer cinco estabelecimentos encontramos a Pousada Rios, quartos com ar condicionado, TV e café da manhã por módicos R$ 33,00 por pessoa, com o que de melhor poderiamos querer. Depois de mais de 52 horas dirigindo, sem tomar banho e dormindo na van guerreira, com certeza é o que merecemos. Segue o contato R. Tiradentes, 333. Centro - Chapada dos Guimarães.




Aqui eu e o brother lavando a alma.



Logo depois das acomodações feitas e banhos tomados, optamos pela "cachoeira do Marimbondo", onde fomos muito bem acolhidos pelos locais que nos deram suporte para o nosso tão famoso "churras Keniano" que já estava sendo preparado desde que saimos de Curitiba. Local fantastico, cachoeira muito tranquilo onde renovamos nossas energias e nos preparamos para a janta, que ficou por conta de um dos nossos grandes cozinheiros.



Essa é a janta com a geral e um amigo francês que está hospedado aqui tambem!!!


Bem é o que temos pra hoje, grande abraço a quem está nos acompanhando!!!


Chegamos.. com chuva!


Chegamos, os planos são para 3 dias, enquanto durar a energia e o dinheiro.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Tem que ter pegada


Não completamos 24 horas de viagem e já temos muitas histórias pra contar. Já passamos pelo Mato Grosso do Sul, terra quente, eu diria, mais que  Bangu no Rio de Janeiro. Cruzamos a ponte do Rio Parana na manhã de sábado, é impressionante não conseguir ver a margem oposta do Rio, que foi palco da Guerra do Paraguai. Willian foi fera no volante, no trecho mais bonito até o momento. A região é quente, dizem que quanto mais pra cima piora, pelo menos no momento a chuva refresca o clima. Rumo agora é para Cuiabá, onde  mais calor nos espera. No momento, acho que estamos todos divididos, ansiosos para chegar na Chapada do Guimarães, mas também com um pouco de saudade de casa e da família. A estrada é agitada, assim como os postos de gasolina, vários buracos e claro, vários carros com pisca alerta ligado. Imagina na Copa do Mundo?



 A internet 3G também não é uma coisa boa, dificulta a vida de um bloger.. mas vamos manter contato com todos assim que possível. Até a próxima.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Hoje, 20 de dezembro de 2013, seis amigos, iniciam uma viagem que para muitos pode parecer loucura, mas para nós será uma aventura que jamais esqueceremos.

Partiremos de Curitiba rumo a Cuzco no Peru, serão mais de 10.000 km de carro passando por quatro países incluindo o Brasil. A rota planejada consiste em sair de Curitiba, passando por Campo Grande/MS, Cuiabá/MT, Porto Velho/RO, Rio Branco/AC, após seguimos para o Peru indo até Cuzco, lá passaremos o ano novo e no dia 02 faremos a Trilha Inca até Machu Piccho, serão quatro dias de caminha onde o que mais vai pesar serão os efeitos da altitude. No dia sete, já de volta a Cuzco, retomaremos nossa viagem de carro, agora descendo rumo ao sul do Peru entrando no Chile e seguinte até a metade do país, onde seguiremos para o leste, para aí entramos na Argentina e depois Brasil já no Paraná.


domingo, 15 de dezembro de 2013

5 dias

Roteiro traçado no mapa: OK
vacinas e passaporte: OK
compras para viagem: OK

Não vejo a hora de "cair" na estrada!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

#Dica: Dúvidas Sobre Trilha Inca

Fica a dica do texto do site "Dúvidas Sobre Trilha Inca".


3.1 O que é a Trilha Inca?
A Trilha ou Caminho Inca é um trecho de uma antiga estrada pavimentada com pedras que atravessa algumas montanhas da cordilheira dos Andes e chega até Machupicchu no Peru. Foi construída pelos incas e é o modo como eles faziam para chegar a Machupicchu. É a rota de trekking mais famosa do mundo, pela conjunção de intrigantes sítios arqueológicos com as espetaculares paisagens que oferece ao viajante durante os dias de caminhada. Percorrer a Trilha Inca é a melhor maneira de conhecer a magia e os mistérios de Machupicchu.

O percurso começa no km 82 da ferrovia Cusco/Quillabamba, atravessa as montanhas acima da margem esquerda do rio Urubamba e chega até Machupicchu depois de 4 dias de caminhada. Possui calçamento de pedras original inca em boa parte do percurso

No entanto as estradas incas não se restringiram a este trajeto. Elas ligavam Cusco em todas as direções da América do Sul formando uma rede de comunicação de mais de 30.000 km. Existem caminhos inca no Chile, Argentina, Equador e até mesmo no Brasil.

3.2 Quantos dias leva para percorrer a Trilha Inca?
A maioria dos viajantes faz o trajeto em 4 dias e 3 noites que é conhecido como Trilha Inca Clássica.

A distância a partir do Km 82 da ferrovia é cerca de 42 km. Parece pouco, mas lembre-se de que a maior parte são subidas desgastantes acima de 3000m de altitude.

Existe uma outra variação da trilha inca que faz um trajeto mais curto de 2 dias e 1 noite. Começa no km 104 da mesma ferrovia. São cerca de 15km de cainhada no primeiro dia e no segundo dia visita-se Machupicchu.

3.3 Qual a diferença entre a Trilha Inca Clássica e a Trilha Inca Curta?
São várias. Além da distância percorrida e do nível de dificuldade a principal diferença é que na trilha curta não se avistam os sítios arqueológicos de Puyupatamarca, Sayacmarka e Runkurakay que são visiveis na trilha inca clássica. Outra diferença é que na trilha inca clássica chega-se a 4200 metros de altitude contra pouco mais de 2300 na curta. Além disso na trilha inca curta não há acampamentos, pois o pernoite é feito num hotel do povoado de Águas Calientes. Portanto não precisa dormir em barracas.

3.4 É necessário entrar num grupo para percorrer a Trilha Inca?
Sim. Obrigatório. A caminhada independente não é mais permitida. Para percorrer a Trilha Inca o viajante tem duas opções:

Participar de um grupo compartilhado com viajantes de toda parte do mundo e máximo de 16 integrantes. Os preços variam de acordo com a qualidade do serviço oferecido. Geralmente vem tudo incluso no pacote: ingressos, guia, carregadores, comida, cozinheiro, barraca, transporte até o km 82 e ticket de trem de retorno a Cusco.

Fechar um grupo privativo só para você e seus amigos. Com mínimo de 2 viajantes e também com todos os serviços inclusos.

A obrigatoriedade de entrar num grupo organizado faz com que a aventura perca uma parte do improviso e desafio que caracteriza o perfil aventureiro dos mochileiros. No entanto, mesmo assim a magia de se percorrer a Trilha Inca continua e você não deve deixar de ir de forma alguma.

A vantagem de se entrar num grupo organizado é que você não precisará carregar e preparar sua própria comida e montar uma barraca. Os carregadores farão tudo isso para você. Além de que o guia lhe dará todas as informações úteis e necessárias sobre as construções Incas e os acampamentos ao longo do trajeto. Você não terá que se preocupar com nada, apenas em aproveitar a aventura e conhecer pessoas de diferentes partes do mundo.

3.5 É preciso fazer reserva antecipada para percorrer a Trilha Inca?
Sim. É fundamental. São permitidas apenas 500 pessoas por dia na Trilha Inca. Esse número inclui turistas, guias, cozinheiros e carregadores. Faltam vagas porque Machupicchu é famosa no mundo inteiro e muitos viajantes querem chegar até ela pela estrada dos antigos incas. Reserva antecipada de 4 meses é fundamental mesmo para quem pretende viajar fora de temporada.

3.6 A Trilha Inca é fechada em Fevereiro?
Sim. A Trilha Inca é fechada durante todo o mês de fevereiro de todos os anos. Fevereiro é um dos meses que mais chove na região andina e o governo peruano aproveita para fechar a trilha para que dessa forma a natureza possa se recompor um pouco do desgaste provocado pelo fluxo de viajantes. As trilhas alternativas são ótimas opções para aqueles que viajam no mês de fevereiro. Apesar de ser proibido o tráfego pela trilha inca, Machupicchu continua aberta aos visitantes.

3.7 É difícil percorrer a Trilha Inca?
Depende. Na Trilha Inca não é necessário escalar rochas, abrir picadas, atravessar áreas alagadas ou descer por cordas. Não há necessidade de nenhum treinamento ou habilidade técnica. Mas a caminhada nos dois primeiros dias é desafiante e pode ser extenuante para algumas pessoas, pois se inicia em 2300 metros e vai até 4200 metros de altitude. Os efeitos do soroche amolecem qualquer um. Portanto, é necessário que você esteja habituado a longas caminhadas ou que esteja praticando exercícios físicos regularmente no seu dia a dia. Se você não se sente tão bem fisicamente e acha que não vai conseguir caminhar 7 horas por dia com uma mochila de até 10kg nas costas, cogite a possibilidade de contratar um carregador particular para levar a sua mochila durante os quatro dias de caminhada. Se você tem algum problema de saúde, não é aconselhável percorrer a Trilha Inca porque durante pelo menos dois dias você estará bem distante de qualquer socorro médico.

3.8 É perigoso?
Depende. Se você não sair do caminho e não inventar nenhuma "moda" nada de errado vai lhe acontecer. Apesar de atravessar regiões selvagens, a trilha é visível o tempo todo e, portanto, não haverá problemas de localização. Nenhum animal selvagem vai lhe atacar na trilha inca ou nos acampamentos. Mas pode se tornar perigoso se você resolver sair da trilha. Se entrar na mata você pode muito bem tomar uma picada de cobra das dezenas de espécies que vivem por lá. Pode ainda despencar de um penhasco se pretender tirar uma foto mais ousada. Por isso, vê se não inventa moda. Quanto à furtos e assaltos, são poucos os casos relatados. Fique atento principalmente no primeiro dia de acampamento. Não deixe sua barraca desacompanhada e à noite guarde tudo dentro dela junto com você. O maior perigo são torções e quedas. Por isso uma boa bota é um item fundamental nesta aventura.

3.9 O que devo levar para percorrer a Trilha Inca?
Se você está participando de um tour organizado os operadores providenciarão e os carregadores levarão para você todos os equipamentos e a comida para os dias de caminhada.

Você terá de levar apenas uma mochila de tamanho médio ou grande com suas coisas pessoais, tais como: saco de dormir, câmera fotográfica, lanterna média, roupas, protetor solar, capa de chuva, chocolates, bolachas, garrafa pet para beber água, toalha, papel higiênico, escova de dente, etc.

Roupas: Independente do que a previsão do tempo diz você deverá levar roupas para o calor e para o frio. Além do utensílio básico em toda caminhada que é uma boa bota (não viaje com uma bota nova ou que você esteja muito tempo sem usar), você deverá levar no mínimo: duas camisetas, uma bermuda, uma calça de material maleável, leve e resistente, dois pares de meias e duas blusas para o frio, uma leve e outra pesada. Leve também uma muda de roupa para dormir à noite dentro do saco de dormir. As roupas devem ser confortáveis e devem permitir mobilidade para caminhar com uma mochila nas costas. Não esqueça de levar também um boné ou chapéu e óculos escuros.

Comida: Todas as refeições são fornecidas pelo organizador do grupo. Leve apenas um complemento de coisas que você está acostumado a comer no dia a dia. Use o bom senso! Leve tudo em pequenas porções. Além de que, se você sentir os efeitos da altitude, não terá muita fome. O principal da sua comida deve ser: frutas secas, amendoim, chocolates, balas e bolachas, pois são alimentos que pesam pouco, ocupam pouco espaço e geram muita energia. Caso queira poderá levar também um saquinho com folhas de coca para mascar durante a caminhada. Compre toda a comida em Cuzco, não precisa levar do Brasil.

Leve o estritamente necessário para percorrer a Trilha Inca. Tudo que não for realmente utilizar na trilha pode ser deixado no hotel em que se hospedar em Cuzco. Eles irão guardar sua bagagem gratuitamente até a sua volta da trilha inca. Por padrão todo hotel já possui uma sala pra guardar a bagagem dos viajantes. Sua mochila já estará incomodamente pesada só com o essencial. Não vá para a trilha inca com uma mochila pesando mais de 10kg.

3.10 Que tipo de comida é servida na trilha inca?
Comida normal. Arroz, macarrão, batata, carne, salada. Existe a opção para vegetarianos também. No café da manhã tem bolachas, pão, café, leite, geleia, bolo e cereais. Se você não consegue ficar longe de feijão com arroz, bife acebolado e batata frita por uns dias então é melhor não ir pra trilha inca.

3.11 Tem de levar água para beber?
No primeiro dia leve dois litros de água mineral para as primeiras horas de caminhada. Nos acampamentos é fornecida água previamente fervida. Mantenha a garra pet o tempo todo durante a caminhada e encha ela com água antes de sair dos acampamentos. Outra opção é beber a água dos riachos que escorrem ao lado da trilha. Depois do primeiro acampamento já é possível beber dessa água desde que devidamente filtrada ou tratada com pastilhas esterilizantes. As pastilhas esterilizantes podem ser compradas em qualquer farmácia do Brasil ou de Cusco. Para que façam efeito você deve esperar cerca de 30 minutos antes de beber a água. Para quem tem paladar sensível uma opção é levar um filtro de água (não é aquele filtro de barro marrom que sua mãe usa na cozinha não!!!), pois as pastilhas apesar de serem muito eficientes podem deixar um sabor característico na água. Em Machupicchu tem lanchonete onde você poderá comprar água mineral.

3.12 Tem lanchonete na trilha inca?
Não. No primeiro dia de caminhada ainda é possível encontrar alguns moradores locais oferecendo refrigerantes ou alguma comida. Mas é só. Em Machupicchu tem lanchonete, mas tudo é muito caro.

3.13 Tem banheiro e chuveiro na trilha inca?
Sim. Em todas as áreas de acampamento existem sanitários e chuveiros. Mas são precários e a higiene deixa muito a desejar. Os sanitários são como aqueles que vemos nos países asiáticos. Um buraco no chão e de cada lado um local para pisar. É complicado tomar banho. Além de fazer muito frio os poucos chuveiros são de água fria. O melhor mesmo é molhar uma toalha, torcer e passar pelo corpo ou utilizar lenços umedecidos.

3.14 Existem outras trilhas em Cusco além da trilha inca?
Sim. Existem outras opções de caminhadas em Cusco que não são tão famosas como a trilha inca, mas são tão fascinantes quanto ela. Uma delas é a trilha do monte Salkantay de 5 dias e 4 noites que também termina em Machupicchu. Não é uma estrada inca com calçamento de pedras e sitios arqueológicos pelo caminho, mas chega-se mais alto, tem neve e as paisagens são mais fascinantes que na trilha inca. Uma outra opção muito bacana e não tão badalada é percorrer a trilha que leva ao sitio arqueológico de Choquequirao de 4 dias e 3 noites. Além destas duas existe a trilha do monte Ausangate e outras variações de dias e trajetos das trilhas anteriores passando por várias montanhas da região. Para quem viaja em fevereiro ou já percorreu a trilha inca elas são ótimas opções de caminhadas e contato com a natureza.

3.15 É possível alugar equipamento de camping em Cusco?
Sim. Caso decida não participar de um tour organizado e queira fazer sua própria aventura, você poderá alugar todo o equipamento para acampar lá em Cuzco. Se precisar comprar algo de última hora também terá boas opções.

3.16 Posso percorrer a Trilha Inca de tênis?
Sim, pode. Mas tenha em mente que os tênis não oferecem resistência e estabilidade adequada e não protegem o tornozelo contra torções. Tanto na Trilha Inca quanto em Machupicchu e outros sítios arqueológicos que você certamente vai visitar o terreno é irregular. Existem muitas pedras e degraus por todos os lados. E quando chove alguns desses locais ficam naturalmente escorregadios. O risco de quedas e torções nos tornozelos é grande. Basta pisar em falso. Por isso se recomenda um calçado que cubra os tornozelos e possua solado que não derrape facilmente. A bota de couro é sempre a mais indicada. As botas de hoje em dia são muito confortáveis e possuem design que permite utilizá-las em vários ambientes mesmo na cidade grande. Portanto, não é um investimento para uma única viagem. Você irá utilizar uma bota muitas outras vezes depois dessa aventura na Trilha Inca. Se for comprar uma, escolha um modelo de cores neutras que você possa utilizar no dia a dia. Entretanto, nós sempre recomendamos levar um tênis mesmo que o viajante vá calçado com bota na Trilha Inca. Isso porque para quem não está acostumado a fazer longas caminhadas no dia a dia podem aparecer bolhas nos pés e se isso ocorrer o viajante terá a opção de calçar o tênis que é mais confortável.

3.17 Vale a pena dormir em Águas Calientes depois da trilha?
Águas Calientes é um povoado pequeno com restaurantes e hotéis que fica no pé da montanha de Machupicchu. Geralmente quem fica uma noite em Águas Calientes é porque está descansando da caminhada na trilha inca antes de fazer o trajeto de 3h30 de volta a Cusco ou porque pretende visitar Machupicchu novamente no dia seguinte. As termas de água quente que dão o nome ao lugar são um pouco sujas e não recomendadas para banho. É comum acontecer de o viajante ficar em Águas Calientes e depois se arrepender e achar que deveria ter ido a Cusco na volta de Machupicchu. Também é comum o viajante não ficar e quando o trem esta saindo ele achar que deveria ter ficado lá. O viajante deve ter em mente que se for visitar Machupicchu novamente no dia seguinte terá de pagar uma nova entrada para entrar na cidade.

3.18 Qual a diferença entre a Trilha Inca e a Trilha do Salkantay?
São várias.

A trilha inca é uma autêntica estrada inca com calçamento de pedras original em boa parte dela. Possui vários sítios arqueológicos ao longo do caminho e era o percurso natural que os incas faziam para chegar até Machupicchu. A altitude máxima na trilha inca é de 4200m e os dois primeiros dias são um desafio para muitas pessoas. Os três pernoites são feitos em barracas. Chega-se a Machupicchu através da Porta do Sol (Intipunku). Utiliza-se carregadores para levar a comida e os equipamentos de uso comum nos acampamentos. É o trekking mais famoso do mundo.

Na trilha do monte Salkantay não tem calçamento inca e nem sítios arqueológicos apesar dos incas certamente terem andado por lá. Mas as paisagens são mais bonitas e chega-se a 4600m de altitude. Além disso se caminha mais que na trilha inca e tem dias em que neva. Apesar da caminhada ser mais longa o esforço requerido é menor. São três pernoites em barracas e no quarto dia tem um pernoite num hotel do povoado de Águas Calientes. Chega-se a Machupicchu através da estrada de terra que liga o povoado de Águas Calientes a Machupicchu. Utiliza-se cavalos para levar a comida e os equipamentos de uso comum nos acampamentos. É uma trilha mais contemplativa e possui menos viajantes. É uma das trilhas mais bonitas do mundo.

domingo, 27 de outubro de 2013

Começo das atividades..

Em 2013, seis amigos de Curitiba-PR, se reúnem com o plano de viajar até o Machu Picchu, em Cusco no Peru. Mas antes que alguém pense que eles foram atras de agencias de viagem, a ideia já estava traçada no mapa. Viajar como transeuntes normais das cidades do centro-oeste e norte do Brasil, até a trilha Inca em Cusco e depois voltar pra casa pelo Deserto do Atacama, passando pelo Chile e Argentina.
Detalhe que a viagem começa no dia 20 de dezembro.

Roteiro de ida, vamos passar pelos estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Acre, buscando paisagens na Chapada dos Guimarães, por exemplo. A reserva na Trilha Inca, esta para 03 de janeiro, (detalhe, esse serviço deve ser pago antes) começamos os planos dessa viagem em agosto desse ano. A volta será pela cordilheira dos Andes, passando deserto do Atacama e toda a natureza das águas do Pacífico. Coisa de gente "desgarrada"? Talvez. Mas com o espirito de aventura, com certeza.


No dia 27 de outubro, fizemos um treino no Morro do Canal, o time estava desfalcado de 2 guerreiros, mas já foi suficiente para um teste entre os vários que já ocorreram e outros que ainda iremos fazer antes da viagem. O Especial da trip de hoje, foi descobrir as vias de escalada no Morro do Canal, muito parecido com o Anhangava, o Canal agradava montanhistas e escaladores. O dia estava bonito, rendeu varias fotos.

Criamos esse blog com o intuito de mostrar para outros aventureiros como é possível fazer uma viagem aprendendo com a cultura local e para deixar todos os parentes e amigos tranquilos, que vamos voltar pra casa!